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Participação Social - 2 de Março, 2022

#20 |Artigo| Padrões de Integração Sensorial e Praxis em Crianças com Autismo

  • Artigo: Padrões de Integração Sensorial e Praxis em Crianças com Autismo

  • Citação: Roley, S. S., Mailloux, Z., Parham, L. D., Schaaf, R. C., Lane, C. J., & Cermak, S. (2015). Sensory integration and praxis patterns in children with autism. American Journal of Occupational Therapy, 69, 6901220010. http://dx.doi.org/ 10.5014/ajot.2015.012476 
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  • Resumo:

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  • “As autoras procuraram caracterizar padrões de integração sensorial (IS) e praxis em crianças com Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) e discernir se esses padrões estão relacionados com a participação social.
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  • As investigadoras analisaram as pontuações de crianças com autismo, com idades entre os 4 e os 11 anos. As pontuações foram extraídas de 89 registos clínicos dos testes de Integração Sensorial e Práxis (SIPT) e Medida de Processamento Sensorial (SPM) e foram utilizadas para descrever padrões de IS e praxis. Foram gerados coeficientes de correlação para discernir as relações entre pontuações de integração sensorial e praxis e as associações destas pontuações com os níveis de Participação Social descritos no SPM.
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  • Os resultados demonstraram que em crianças com autismo as capacidades de praxis visual são um ponto forte. Foram evidentes dificuldades na praxis de imitação, integração bilateral vestibular, percepção somatossensorial, e reactividade sensorial. As pontuações de Participação Social no SPM foram inversamente associadas a áreas de défice nas medidas SIPT, ou seja maiores dificuldades nos testes da SIPT, menor pontuação na secção de participação social do SPM.
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  • De uma forma geral, crianças com autismo apresentam pontos fortes na praxis visual e dificuldades nas somatopraxias e funções vestibulares, que parecem afetar de forma muito significativa a participação social.”
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  • Implicações para a prática: 

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  • – Uma avaliação compreensiva/abrangente das funções de integração sensorial deve abordar a percepção e a praxis, para além da reatividade sensorial para informar plenamente a prática e proporcionar uma compreensão mais profunda dos factores de IS que afetam a participação social das crianças com autismo e disfunção de IS.
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  • – As ferramentas de avaliação geralmente utilizadas pelos Terapeutas Ocupacionais para avaliar crianças com autismo, tais como testes de proficiência motora e questionários de história sensorial, podem não captar adequadamente informação crítica relacionada com a IS e a praxis; assim, as questões que influenciam fortemente a participação da criança podem ficar por tratar.
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  • – A identificação de disfunções de IS e praxis em crianças com autismo pode informar a utilização de estratégias de intervenção seguras e eficazes que têm o potencial de expandir a participação social das crianças.
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  • Limitações do estudo

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  • – Utilização de dados de registos clínicos existentes sem avaliações independentes para confirmação do diagnóstico de PEA ou avaliação das capacidades cognitivas.
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  • – Disponibilidade limitada das formas de Casa e Sala de Aula do SPM, apenas para um subconjunto de crianças.
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  • – Avaliação de 14 crianças mais velhas utilizando dados normativos destinados a crianças mais jovens.
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  • – Recomendação de pesquisa adicional com amostras maiores e avaliações padronizadas adicionais.
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  • ATT: Apesar deste artigo abordar as características gerais de crianças com autismo, é extremamente importante que TO nunca se esqueça que cada criança é um ser individual e por isso tera um conjunto de pontos fortes e desafios singulares. Uma avaliação individualizada e compreensiva sera SEMPRE necessária.”
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